O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o presidente aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL) também cumpra as condições apresentadas pela campanha petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração ocorre após Flávio apresentar novas exigências para aceitar o desafio lançado por Lula durante o debate presidencial da TV Band, no último domingo (18).
Entre os pedidos do candidato do PL estão informações sobre gastos com cartões corporativos da Presidência, despesas da residência oficial, agenda da primeira-dama Janja, visitas de familiares ao Palácio da Alvorada e dados relacionados a empresas ligadas aos filhos do presidente.
Na terça-feira (20), Lula protocolou no TSE uma autorização para a abertura de seus sigilos e dos dados de familiares, abrangendo os últimos oito anos, condicionada à reciprocidade do adversário.
O caso foi encaminhado ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE. A discussão sobre a divulgação das informações ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026.

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