Comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul denunciam o aumento de ameaças e atos de violência após o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), já foram contabilizados mais de 30 casos relacionados ao período eleitoral.
Um dos episódios denunciados ocorreu na quinta-feira (29), quando um incêndio, apontado pela Apib como criminoso, destruiu a casa de uma rezadeira indígena de 90 anos, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru. O fogo também atingiu instrumentos sagrados utilizados em rituais tradicionais dos povos Kaiowá e Guarani.
As denúncias incluem ameaças de envenenamento da água consumida pelas comunidades, assassinatos e atropelamentos. O Ministério dos Povos Indígenas informou que a Força Nacional está atuando no estado e anunciou uma força-tarefa com outros ministérios para acompanhar os casos.
O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou procedimentos para investigar as denúncias e solicitou esclarecimentos à Prefeitura de Tacuru.
Denúncias de violência contra povos indígenas podem ser feitas pelo Disque 100.

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