
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula, no WhatsApp, não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisão individual de um ministro. Uma eventual suspensão deverá ser analisada pelo plenário da Corte.
A decisão ocorreu após a campanha do presidente Lula (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao tribunal.
O canal, criado pelo deputado federal André Janones, possui cerca de 9,6 milhões de inscritos. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) havia solicitado uma análise sobre o funcionamento do canal, alegando possível manipulação de buscas no Google e ampliação artificial do alcance de publicações.
O TSE também se reuniu com representantes da Meta, do TikTok e do Kwai para discutir a atuação das plataformas na reta final da campanha eleitoral. O presidente da Corte, Nunes Marques, pediu tratamento isonômico às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.
O caso ocorre em meio à troca de acusações entre as campanhas presidenciais e às discussões sobre a atuação das plataformas digitais durante as eleições.
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