Fui retirada da chapa do prefeito Manoel e banida da politica por 4 anos, sem causa nem motivo plausível

*Prezados amigos.

Venho respeitosamente à presença de todos vocês, pedir licença para sair do grupo.

Conforme vocês sabem eu fui retirada da chapa do prefeito Manoel, sem causa nem motivo plausível, apenas fui comunicada de que o presidente do nosso partido iria colocar seu filho no meu lugar. 

Respeito totalmente a decisão de Maurício, ele poderia me substituir por qualquer cidadão, já que é ele quem manda, e é ele quem determina, mas o que ele jamais poderia ter feito era tolher o meu direito de me candidatar a qualquer outro cargo. 

Honesto seria que ele tivesse me informado sobre a minha substituição com tempo hábil para eu planejar lançar algum candidato a vereador ou mesmo para eu sair candidata. Mas ele só mandou me informar tal descarte no dia 04 de agosto, momento em que eu já tinha liberado boa parte das minhas bases políticas de vereador para os colegas candidatos do sistema, o que só mostra a minha lealdade ao Partido Democratas e ao sistema da situação.

O presidente que foi até minha casa, me convidar para ser candidata a vice prefeita em 2018, não foi capaz de comunicar pessoalmente sua decisão de me substituir na chapa. Depois de um primeiro diálogo em que o Presidente do DEM disse que queria um dos dois cargos da chapa majoritária para o seu filho, porque do contrário não teria razão de fazer campanha para a chama “Manoel e Aninha”, eu não tive mais nenhuma conversa pessoal com Mauricio Caetano. Minha exclusão foi decidida e comunicada sem nenhuma chance de reação. Até na guerra há regras éticas que são cumpridas pelos inimigos. Não foi isso que recebi do meu sistema político, do meu partido, enfim, daqueles que um dia disseram que eu fazia a diferença na política de João Câmara.

Vejam que, desde março, Maurício Filho se desincompatibilizou (saiu da secretaria) para ser candidato a vice-prefeito, e porque eu só fui comunicada em agosto? Talvez se eu tivesse sido informada naquele mês de março nós estivéssemos lutando para conquistar uma cadeira de vereador, mas, infelizmente, não me foi dada essa oportunidade. 

Vejam que não se trata de imposição ou exigência de minha parte, eu jamais obstaria o crescimento do grupo por ganância por cargo. Isso não faz o meu perfil e todos que me conhecem sabem do meu caráter. 

Eu sempre deixei claro que se fosse para agregar e o grupo crescer com a vinda de alguém para somar ao nosso sistema, meu cargo estaria à disposição toda hora. Mas convenhamos que não foi isso que aconteceu.

Eu fui banida da política por quatro anos. Sem direito de opção, a não ser o de me insurgir com minhas ações e minhas palavras.

Repetirei quantas vezes forem necessárias, se tivessem me informado em janeiro ou mesmo em março, da intenção de substituir a vice por outra pessoa, eu teria a opção de segurar minhas bases e me lançar vereadora. Mas os dirigentes do partido preferiram silenciar e anunciar a substituição somente quando eu já não tivesse chance nem de mudar de partido, tampouco de competir de forma igualitária com os demais vereadores, para quem minhas bases foram transferidas.

Mas isso é coisa da política, a gente tem que aprender a conviver com situações como esta.

Remarco que minha única intenção era dar continuidade à vida politica do meu pai, que teve início em 1988, pelo DEM, quando seu Luiz foi vereador pela primeira vez. Se esse sonho não pudesse ser realizado através de mim, que o fosse através de outra pessoa da minha família. Essa era a minha única vontade.

No mais, quero dizer que tenho imenso respeito por todos que fazem o 25, nasci e cresci votando e defendendo a bandeira do Democratas, mas, como tudo na vida, essa história chegou ao fim. 

Assim como qualquer cidadão de bem, eu tenho direito de escolher em quem votar, e espero que os amigos que eu conquistei ao longo dos anos dentro do sistema amarelo, respeitem o meu direito e a minha decisão. 

Nunca esqueçam, a humildade, o respeito e a consideração são princípios éticos de alta relevância, e eu nutro todos esses sentimentos por meus amigos. 

Não é porque eu hj penso diferente de vc que mereço mais ou menos respeito. Eu permaneço sendo a mesma Aninha de Berré que lutou junto com Manoel e com todos vcs para ganhar a eleição. Eu sou a mesma Aninha de Berré que deixou sua família e sua casa para se dedicar incansavelmente à campanha de 2018. Eu sou a mesma Aninha de Berré que pulou nas passeatas que abraçou que vibrou, que sorriu e que chorou de emoção quando ganhamos as eleições. 

Por isso é por muito mais, eu digo, to magoada sim, pq acho que a memória do meu pai e o meu trabalho não foram reconhecidos e respeitados. 

Respeito, em absoluto, todos que pensam diferente, mas também peço que respeitem o meu ideal de honra e dignidade. 

Amigos, fico por aqui, e quando encontrar vocês espero poder abrir o mesmo sorriso de sempre, e dar o mesmo abraço afetuoso que sempre dei. 

Daqui a dois meses a política acaba e nossas vidas continuam.

Forte abraço. 

*Aninha de Berré (A Original)*

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2 Comentários

Unknown disse…
Achei de muita má fé não terem te comunicado vc poderia ter saído como vereadora no canto de seu pai seria muito bem votada mais o medo era esse
Unknown disse…
Você está recebendo de volta o mal que praticou no passado. O mundo não dá voltas. Ele capota!