Paulista que morreu em desabamento em Pipa largou emprego na dona da Claro e Net para ficar na natureza

 

Família falesia pipa

Um casal e uma criança estavam na sombra de uma falésia na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (17), quando parte da rocha desabou e os soterrou.

Eram o paulista de Jundiaí Hugo Mendes Pereira, a potiguar Stela Souza e o filho deles de sete meses, Sol.

As Defesas Civis do estado e de Tibau do Sul, cidade que abriga a praia, ainda vão inspecionar a partir desta quarta (18) o que causou o desmoronamento.

O que levou a família à praia é parte de uma história que Hugo contou em rede social.

Ele narra que, há cinco anos, tinha um trabalho estável e bem remunerado no empresa América Móvil, grupo proprietário da Claro, Net e Embratel. “Sair parecia loucura, saí pela porta da frente e deixei aberta”, lembrou.

Hugo contou que, desde então, passou por cinco continentes e 24 estados do Brasil. Chegou à Pipa quando sua cachorrinha, Brisa, de quase 14 anos, adoeceu. Quando ela, enfim, morreu, ele disse que a viagem perdeu o sentido. “Fiquei muito triste, me senti fraco e impotente”, escreveu.

No entanto, para ele, a morte do animal ganhou sentido depois de um ano. “Ela me trouxe até aqui [Pipa] e aqui me apaixonei como nunca”, narrou. “E desse amor surgiu uma nova vida, nosso filho”.

Além da família, Hugo e Stela também partilhavam a administração de uma pousada na praia, a Morada da Brisa — mesmo nome da cadelinha. De acordo com a descrição que escreveram, o local conta com área de camping, quartos e “terapias holísticas”.

Em julho, eles escreveram que, por conta da pandemia, a pousada voltaria a abrir para visitantes em dezembro.

“Hoje, eu ganho menos de 1/4 do que 5 anos atrás”, contou Hugo nas redes sociais. “Incrível como vivo mais que o dobro. A vida não é matemática. Mas uma coisa é certa, o tempo não volta”.

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