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E AGORA? Relatório da PF não aponta crime cometido por jornalista do Maranhão alvo de operação de Moraes após reportagens sobre Dino


Relatório da Polícia Federal (PF) usado para embasar decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes afirma não haver indícios de que o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida tenha cometido crime de violação de sigilo funcional.

Luís Pablo entrou no radar da investigação após publicar reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. A apuração identificou o ex-secretário maranhense Raimundo Cutrim como a fonte que teria repassado documentos e informações ao jornalista.

No documento, a PF diferencia as condutas e afirma que, em tese, o jornalista estaria protegido pela liberdade de imprensa. Já a eventual atuação de agente público que acessa informações restritas e as repassa para publicação poderia configurar violação de sigilo funcional.

Apesar disso, Moraes citou na decisão que autorizou as diligências devido a existência de indícios de possível perseguição contra Dino. A investigação também analisou conversas entre Luís Pablo e o advogado Diogo Diniz Lima, que teria enviado sugestões para matérias críticas ao ministro.

Os investigadores ainda encontraram ainda uma transferência de R$ 100 mil feita por Lima para a conta de Danilo Cutrim Bezerra, relacionada à compra de um imóvel rural de R$ 461 mil pelo jornalista. A PF registrou a transação e aprofundou a apuração sobre a relação entre os envolvidos, mas o relatório não conclui que o pagamento tenha sido feito em troca de reportagens.

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