Prefeitura de Ceará-Mirim exige experiência para se inscrever em cursos e provoca reclamações da população


Quem tem procurado se inscrever nos cursos ofertados pelo SENAC e a Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim, não tem conseguido, pois há a exigência de comprovação de experiência na área para que a inscrição seja efetivada. As pessoas estão sendo feitas de trouxas e voltam para suas casas reclamando muito, principalmente quem mora na zona rural.

No dia 05 de fevereiro o prefeito Júlio César (PSD), publicou em suas redes sociais, principal canal de comunicação utilizado por ele, uma notícia que tratava da parceria firmada com o SENAC para a realização de diversos cursos.

“Notícia boa.

Nosso Governo em parceria com o SENAC proporcionará cursos profissionalizantes gratuitos para a populacao. As inscrições ocorrerão de 10 a 14 de fevereiro na Prefeitura de Ceará Mirim, Secretaria de Habitação, das 8 as 14 horas, sendo necessário a apresentação de RG, CPF, Comprovante de Residência e de Escolaridade ( ensino fundamental).

De inicio serão oferecidos os seguintes cursos: Bolo e Torta, Preparacao de Sanduiches Quentes e Frios, Tecnica de petisco e comida de Boteco e Producao de Sobremesas.

Os cursos acontecerão a partir de 02 de Março na Área de Lazer do Conjunto da COHAB”. (Texto extraído da página do prefeito no Facebook).


De acordo com a postagem do prefeito a documentação necessária é: RG, CPF, Comprovante de Residência e Comprovante de Escolaridade (Ensino Fundamental). As pessoas que estão indo se inscrever estão estranhando como a secretaria que está responsável pelas inscrições, ou seja, a de Habitação, está exigindo experiência das pessoas.

Esse critério prejudica muita gente que deseja se qualificar, principalmente a população jovem. Até por que, a maioria dos jovens estão num processo de aprendizado e muitos ainda não tiveram nenhuma experiência de trabalho. Essa exigência os exclui de participar dos cursos.

Essa situação revela a ausência de sintonia entre o prefeito Júlio César e seu secretariado. O prefeito diz uma coisa, os secretários fazem outra. E a população se prejudica, sem puder acessar política pública de forma universal e irrestrita.

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