O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, que o fim da escala de trabalho 6x1 aconteça de forma imediata, sem período de transição para as empresas.
Durante debate em Comissão Especial que analisa propostas para reduzir a jornada máxima de 44 horas semanais, Boulos criticou o fato de mudanças favoráveis ao setor empresarial entrarem em vigor rapidamente, enquanto medidas voltadas aos trabalhadores costumam enfrentar demora.
O ministro também rejeitou a possibilidade de compensações financeiras ao setor empresarial pela redução da jornada. Segundo ele, não seria justo que os próprios trabalhadores financiassem benefícios às empresas por meio de impostos.
Boulos citou ainda um estudo da Fundação Getulio Vargas que analisou 19 empresas brasileiras em 2024. De acordo com o levantamento, 72% das empresas registraram aumento de receita após a redução da jornada, além de maior engajamento dos funcionários e crescimento da produtividade.
A expectativa é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da escala 6x1 seja votada ainda neste mês na Câmara dos Deputados.
Radio Agencia
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