Saída da Petrobras do RN ameaça mais de 5 mil empregos, afirma Fátima Bezerra

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, criticou nesta terça-feira 25 a decisão da Petrobras de vender todas as suas participações em campos de produção terrestres e de águas rasas localizadas no Rio Grande do Norte. Ela disse que o desinvestimento ameaça mais de 5,6 mil empregos.
Fátima Bezerra disse que vai convocar uma reunião com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para discutir a questão. “Quero externar a minha indignação da forma como a Petrobras está agindo. Soube da notícia através da imprensa. Não houve nenhum comunicado prévio ao governo”, reclamou.
A governadora também convocou uma reunião de emergência com a bancada federal e os representantes da estatal. De acordo com a assessoria do deputado Rafael Motta (PSB), coordenador da bancada, o encontro deve acontecer nesta quarta 26.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Fátima Bezerra também criticou o presidente Jair Bolsonaro. “É esse o presente que o RN está recebendo passados apenas três dias da visita do presidente à nossa terra? Quanta falta de respeito, quanto descaso! O Governo do Estado não foi sequer comunicado. Mas, adianto, na condição de governadora convocarei uma reunião de urgência com a nossa bancada federal e solicitarei uma audiência junto à diretoria da Petrobras”, afirmou.
A governadora ressaltou que as atividades da Petrobras representam 52% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria potiguar. Em 2019, as operações de exploração de petróleo geraram R$ 425 milhões de royalties em 2019 para o Estado e os municípios. A empresa tem 5.637 empregados – 1.437 efetivos e 4.200 terceirizados. “Estamos falando de uma empresa que é o maior ativo do ponto de vista de promoção do desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte”, disse Fátima.
A chefe do Executivo estadual acrescentou que vai cobrar o passivo ambiental deixado pela Petrobras no Rio Grande do Norte. Segundo ela, a empresa pública responde a 140 processos de multas por crimes ambientais tramitando no Conselho Estadual de Meio Ambiente do Rio. Grande do Norte (Conema), organismo que é vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Fonte: Agora RN

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