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Após 16 anos no poder, Viktor Orbán reconhece derrota para a oposição de centro-direita na Hungria


O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu neste domingo a derrota nas eleições parlamentares após o avanço expressivo do partido de oposição Tisza, liderado por Peter Magyar.

Com 46% dos votos apurados, o Tisza, de centro-direita e alinhado à União Europeia, conquistava 135 das 199 cadeiras do parlamento, garantindo uma maioria de dois terços e superando o partido governista Fidesz, que estava no poder sob a liderança de Orbán.

Em pronunciamento, Orbán admitiu o revés. “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro”, afirmou, sinalizando o fim de um longo período de domínio político no país.

A derrota pode abrir caminho para a liberação de recursos da União Europeia à Hungria, suspensos por preocupações com retrocessos democráticos durante o governo Orbán. Além disso, o resultado enfraquece a influência do presidente russo Vladimir Putin dentro do bloco europeu, já que Orbán era considerado um de seus principais aliados na região.

Peter Magyar, que ganhou notoriedade recente, rompeu com o governo após críticas à corrupção e à condução política do Fidesz. Advogado de formação, ele já integrou o serviço diplomático húngaro e ocupou cargos em instituições estatais. Ex-marido da ex-ministra da Justiça Judit Varga, Magyar se apresenta como uma alternativa política com perfil conservador, porém mais alinhado aos princípios da União Europeia.

Com informações de Valor e g1

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