A prisão de uma advogada dentro do próprio escritório, em Cocalzinho de Goiás, após uma publicação em rede social, levou a OAB-GO a adotar medidas para apurar possível violação de prerrogativas profissionais.
A advogada Aricka Cunha foi detida na tarde de quarta-feira (15), por determinação de um delegado da Polícia Civil, sob suspeita de difamação. A prisão ocorreu após ela divulgar trechos de um despacho de arquivamento de uma ocorrência, acompanhados de críticas ao caso.
Segundo apurado, o conteúdo fazia referência a um documento oficial que apontava o arquivamento por “fato atípico e falta de efetivo”, sem citar diretamente o nome do delegado. Imagens mostram o momento em que ele foi até o escritório e realizou a prisão. A profissional foi liberada à noite, após pagamento de fiança de R$ 10 mil.
Diante do caso, o Sistema de Defesa das Prerrogativas da OAB-GO instaurou procedimento para apurar a conduta do delegado. O órgão aponta possíveis irregularidades, destacando que a prisão de advogados em exercício só é permitida em situações específicas, como crimes inafiançáveis — o que, em tese, não se aplicaria ao caso.
Entre as medidas adotadas estão representação por abuso de autoridade ao Ministério Público, acionamento da Corregedoria da Polícia Civil e pedido de nulidade do auto de prisão em flagrante.
Giro Goiás
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