A Ponte João Nogueira da Silva, em Nova Cruz, no Agreste potiguar, voltou ao centro das atenções menos de um ano após ser inaugurada. Imagens divulgadas nesta quarta-feira (10) mostram sinais de deterioração na estrutura, com estacas de sustentação expostas, e acenderam um alerta sobre a necessidade de vistoria técnica no local.
A obra foi entregue em julho de 2025 e recebeu investimento de R$ 10,5 milhões. Pela dimensão, pelo custo e pela importância para a mobilidade do município, a situação chama atenção: uma ponte apresentada como avanço para a infraestrutura local já aparece com sinais visíveis de desgaste em pontos sensíveis da sustentação.
“Não podemos esperar por um incidente para agir. A negligência com a manutenção preventiva é a maior inimiga da engenharia civil”, disse o repórter Erilson Amador (@erilsonamador), que enviou imagens da situação.
As imagens (confira mais abaixo) revelam que as estacas responsáveis por sustentar a carga da ponte estão com a estrutura exposta. O caso, pela natureza da obra, não pode ser tratado como simples problema visual. Em pontes, sinais de desgaste em elementos de sustentação exigem avaliação especializada, porque envolvem diretamente a segurança de pedestres e motoristas.
Moradores da região cobram uma vistoria técnica minuciosa, feita por profissionais qualificados, para identificar a extensão dos danos e definir quais intervenções precisam ser realizadas.
A cobrança também recai sobre o poder municipal. A ponte é patrimônio público e recebe circulação diária de pessoas e veículos. Por isso, a manutenção preventiva não é apenas uma medida administrativa: é uma obrigação ligada à segurança da população.
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