Rudimar Ramon saiu da campanha de Allyson Bezerra. E a saída de um profissional desse nível diz muito mais sobre o ambiente interno da candidatura do que qualquer nota oficial poderia esconder.
Rudimar é jornalista de verdade. Competente, sério, com trajetória sólida no mercado de comunicação potiguar. Foi chamado para uma missão específica: fazer a ponte entre o pré-candidato e os jornalistas da capital, construir relações profissionais com a imprensa e dar à candidatura de Allyson uma comunicação mais respeitosa e consistente com os veículos de Natal.
Aguentou pouco tempo.
O estilo centralizador do ex-prefeito e a postura agressiva da turma que o cerca não combinam com quem trabalha com método, autonomia e ética. Rudimar tem o que escasseia em assessoria de campanha: princípio. Não é o tipo de profissional que curva a cabeça para sobreviver num ambiente tóxico.
Quando um jornalista do nível de Rudimar Ramon não consegue trabalhar numa campanha, o problema não é o jornalista. É a campanha.
Allyson Bezerra precisa entender que comunicação política séria não se faz com cercamento e agressividade. Faz-se com abertura, com respeito à imprensa e com assessores que tenham autonomia para fazer o próprio trabalho.
O Blog deseja a Rudimar Ramon o melhor. Profissional assim o mercado não perde. Campanha é que perde quando ele vai embora. O bairrismo venceu.
Por Gustavo Negreiros
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