O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que a Justiça estará vigilante para impedir qualquer tentativa de infiltração do crime organizado nas eleições de 2026.
A declaração foi feita durante a instalação de três novas varas especializadas em lavagem de dinheiro, em São Paulo. Ao ser questionado sobre a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, Fachin defendeu a soberania brasileira e ressaltou que o combate ao crime organizado seguirá sendo conduzido pelas instituições nacionais.
O ministro destacou que o Brasil possui instrumentos próprios para enfrentar as organizações criminosas, citando a Lei Antifacção, e afirmou que a criação das novas varas especializadas faz parte de um planejamento iniciado anteriormente, sem relação com a decisão do governo norte-americano.
Fachin também alertou que a violência política e a tentativa de influência do crime organizado no processo eleitoral estão entre as principais preocupações da Justiça Eleitoral. Segundo ele, o sistema de Justiça atuará para evitar a cooptação de candidatos, a intimidação de eleitores e o uso de atividades ilegais, como apostas clandestinas, para lavagem de dinheiro.
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