Emmanuel Macron estende quarentena na França até maio

Foto: Christian Hartmann/Reuters
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (13) que as medidas de isolamento social mais restritivas contra o novo coronavírus continuarão em vigor até 11 de maio, ao menos. O país está em quarentena praticamente completa desde 16 de março.
Em pronunciamento, Macron disse que 11 de maio marcará o primeiro passo da reabertura do país, com a reabertura progressiva de creches e escolas. No ensino superior, as aulas presenciais só serão retomadas no verão. O presidente ainda admitiu que precisará reforçar os testes para a Covid-19.
O anúncio do presidente francês foi feito no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou critérios para relaxar as medidas de isolamento contra o novo coronavírus (leia mais no fim da reportagem).
Macron também pediu que empresas de seguros trabalhem para garantir a sobrevivência dos negócios na França. O presidente francês ainda afirmou que vai trabalhar em um plano específico para os setores mais afetados pela pandemia, como turismo, hotelaria e entretenimento.
“Eu pedi ao governo que fornecesse, sem atraso, uma ajuda excepcional às famílias mais modestas com crianças e aos estudantes em situação mais precária”, afirmou.
No discurso, Macron ainda anunciou a intenção de, em conjunto com outros países europeus, perdoar as dívidas de países africanos como forma de ajudar o combate à Covid-19 no continente.

Dados da Universidade Johns Hopkins mostram que a França registra mais de 137 mil casos confirmados do novo coronavírus. O número de mortos pela Covid-19 no país passa de 14 mil.
OMS lança critérios para reabertura
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou, nesta segunda-feira (13), os critérios que países devem analisar antes de suspender o isolamento como forma de combate à Covid-19:
a transmissão da Covid-19 deve estar controlada;
o sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de traçar todos os contatos;
os riscos de surtos devem estar minimizados em condições especiais, como instalações de saúde e casas de repouso;
medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares aonde seja essencial as pessoas irem;

os riscos de importação devem ser administrados;
as comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem à nova norma.
G1

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