Botijão de gás de cozinha pode chegar a R$ 91 no RN, afirma sindicato

Após o novo aumento de 5,15% no preço médio de venda do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) anunciado pela Petrobras, o preço do botijão de gás vai subir no Rio Grande do Norte e pode chegar a R$ 91 a partir desta terça-feira (9), de acordo com o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN).

"Infelizmente nós fomos novamente surpreendidos por mais um aumento da Petrobras. Esse é o 12º aumento consecutivo, o segundo desse ano", disse o presidente do sindicato, Francisco Correia.

"São 12 aumentos sem justificativa nenhuma. Não houve aumento de derivado, não houve aumento de petróleo, não houve aumento de nada. O único aumento que houve foi a margem de lucro da Petrobras", afirmou Francisco Correia. "Infelizmente, nós vamos ter que repassar esse aumento a partir de hoje a todo Rio Grande do Norte. Esse aumento vai variar, dependendo do município, de R$ 5 a R$ 6 de aumento", completou.

Correia diz também que a recomendação é de que os botijões que as revendedoras têm em estoque sejam negociados pelo preço antigo.

Sobre a participação dos impostos estaduais no preço do botijão de gás e dos combustíveis, o secretário de tributação, Carlos Eduardo Xavier, afirmou que os tributos cobrados pelo Estado são relevantes, mas que o aumento nos preços neste momento não está relacionada a isso.

"Nós não negamos a participação dos tributos estaduais, principalmente o ICMS, na composição de preço dos combustíveis. Mas a gente tem batido na tecla ultimamente de que não há alguma alteração nos últimos meses, com esses aumentos sequentes, que justifiquem esse aumento nos preços. Isso é fruto da politica de preço da Petrobras. Essa variação ocorre por isso", explicou.

"Os tributos, a gente não nega. São alíquotas altas, representativas. Mas não houve, nesse momento, nenhuma alteração que justifique esses aumentos de preço. Então a gente mantém a nossa posição que diz claramente que esses aumentos sucessivos não são ocasionados pelos nossos tributos e sim pela questão da política de preço da Petrobras", continuou o secretário.

De acordo com a Petrobras, os preços de GLP por ela praticados têm como referência base o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, somado aos custos que importadores teriam e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, sendo ainda influenciado pela taxa de câmbio.

Fonte: G1


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