Pular para o conteúdo principal

PI 072813 (02)

PI 072813 (02)

Torreão FM web

PI 072813 (01)

PI 072813 (01)

ALRN PI 011818 28 03 24

ALRN PI  011818   28 03 24

LAPAC JOÃO CÂMARA - 3262-3478 - 99401-7616


Urgente: Luis Miranda diz que líder do governo Bolsonaro esteve à frente de esquema da Covaxin

Ainda segundo o deputado federal, o próprio presidente da República sabia das irregularidades no Ministério da Saúde

O deputado federal Luis Miranda afirmou há pouco à CPI da Covid que o líder do governo da Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), estaria à frente do esquema relacionado à compra de vacinas da Covaxin.

Questionado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) sobre o nome do deputado citado por Jair Bolsonaro como o responsável pelo esquema, o deputado disse: “Eu sei o que vai acontecer comigo. A senhora sabe que foi o Ricardo Barros que o presidente falou. Foi o Ricardo Barros que o presidente falou”, declarou Miranda, chorando.

“Eu não me sinto pressionado para falar. Eu queria ter dito desde o primeiro momento, mas é porque vocês não sabem o que eu vou passar. Apontar um presidente da República, que todo mundo defende como uma pessoa correta honesta, que sabe que tem algo errado, ele sabe o nome, sabe quem é e não faz nada por medo da pressão que ele pode levar do outro lado?”, prosseguiu o parlamentar.

Em 20 de março, o deputado esteve com Jair Bolsonaro, às 16h30, no Palácio da Alvorada. No encontro, Luis Miranda e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, declararam ao presidente da República sobre “pressões atípicas” relacionadas à liberação do adiantamento de pagamento de US$ 45 milhões pelo primeiro lote de vacinas Covaxin, do laboratório Bharat Biontech, representado no país pela Precisa Medicamentos. O repasse seria feito em nome da Madison Biotech, uma offshore em Singapura.

Na quarta-feira, O Antagonista revelou, com exclusividade, que Luis Miranda teria procurado o presidente da República para falar sobre o caso Covaxin.

Na conversa, o próprio presidente teria declarado que “isso é coisa de um deputado”, de acordo com Luis Miranda. “O presidente tanto entendeu que era um fato, que cita um parlamentar em específico e diz que vai acionar a Polícia Federal para poder cuidar do caso”, afirmou. Ao longo de sete horas, Miranda se negou a falar o nome do “deputado governista”.

Ricardo Barros também foi apontado por integrantes da CPI como o responsável pela nomeação da servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Silva de Oliveira, que teria dado aval para o pagamento em favor da Madison Biotech. O repasse não foi autorizado pelo servidor Luis Ricardo Miranda, então responsável pelo setor de importação do Ministério da Saúde.

Além disso, como mostramos no início da semana, graças a uma emenda de Barros em uma Medida Provisória do governo que permitiu a autorização para a contratação da vacina indiana.

“Que presidente é esse que tem medo de pressão de quem tá fazendo errado, de quem desvia dinheiro público das pessoas morrendo da porra desse Covid?”, afirmou o parlamentar.

Comentários