sexta-feira, 9 de julho de 2021

Pacheco diz que não aceitará retrocessos e chama de "inimigos da nação" defensores de golpe


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse há pouco em entrevista coletiva que o Congresso Nacional não vai admitir “retrocessos” em relação à democracia brasileira e classificou de “inimigos da nação” as pessoas que defendem um golpe de estado.

Sem citar Jair Bolsonaro ou as Forças Armadas, Pacheco declarou que é o “povo que manda no Brasil” por meio de eleições periódicas. O presidente da República tem ameaçado não entregar a faixa presidencial a um eventual sucessor caso existam “indícios de fraudes” nas eleições de 2022.

Todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pela história como inimigo da nação e alguém privado de patriotismo, nesse momento em que nós precisamos de união, de pacificação e de firmeza”, disse Pacheco.

Pacheco também defendeu a “preservação de algo que é inegociável que é o Estado de Direito e a democracia”. “Não podemos admitir qualquer tipo de fala, de ato, de menção que seja atentatória à democracia ou que seja um retrocesso à democracia no nosso país”, declarou o presidente do Senado.

Em referência também a Jair Bolsonaro, Pacheco declarou que o debate sobre o formato das eleições deve ocorrer por meio de ideias, não por “ataques pessoais”.

“É o povo que manda no Brasil. Ele manda através de eleições periódicas. As eleições são uma realidade da democracia brasileira e são inegociáveis. Essa é uma discussão que deverá ter com todos os personagens da república, sem ataque a pessoas mas sim às ideias”, declarou Pacheco.

“Essa definição [sobre o voto impresso] não será feita pelo Poder Executivo, não será feita pelo tribunal superior eleitoral, mas será feita por decisão do Congresso Nacional. Haverá de ser respeitada por todos os poderes e as instituições no Brasil”, ressaltou Pacheco.

“As eleições acontecerão. Isso é um comando constitucional, há uma imposição de eleições periódicas, de sufrágio universal, de voto direto e secreto e nós não podemos retirar do povo brasileiro o seu direito mais sagrado e mais soberano, que é o direito de escolher os seus representantes. É simples assim.”

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