
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MP/RJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina e influenciadora Agostina Paez, acusada de cometer ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital, no dia 14 de janeiro.
A decisão foi tomada pelo juiz da 37ª Vara Criminal do Rio, que entendeu que a conduta foi reiterada e suficientemente grave para justificar a medida extrema. Antes disso, já haviam sido impostas medidas cautelares, como proibição de deixar o país, retenção do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a denúncia, Agostina e duas amigas estavam em um bar na rua Vinícius de Moraes quando, ao discordar do valor da conta, ela passou a ofender um funcionário de forma racista. Mesmo após ser advertida de que a conduta configurava crime no Brasil, a turista seguiu com as ofensas, inclusive com gestos e expressões de cunho discriminatório contra outros funcionários.
A promotoria destacou que os relatos das vítimas foram confirmados por testemunhas, imagens do circuito interno de segurança e outros registros produzidos no momento dos fatos. A versão da acusada, de que os gestos seriam “brincadeiras”, foi rejeitada pela Justiça.
Com o recebimento da denúncia, o magistrado manteve a prisão preventiva da acusada. O crime de racismo está previsto no art. 2º-A da Lei 7.716/89, com pena de dois a cinco anos de prisão.
Após a decisão, a advogada de Agostina divulgou um vídeo nas redes sociais relatando medo e desespero, afirmando que espera que o caso seja esclarecido da forma correta. O processo tramita em segredo de Justiça.
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