Nos bastidores da política potiguar, a conversa é uma só: a chapa ligada ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pode acabar ficando capenga na disputa pelo Senado.
Especula-se que não haveria um segundo nome competitivo para trabalhar o chamado “segundo voto” na corrida senatorial. Caso o cenário se confirme, adversários já apelidaram a possível composição de “chapa Saci-Pererê” — só com uma perna.
Se houver apenas o apoio consolidado a Zenaide Maia sem uma segunda candidatura estruturada, a leitura política é de que o grupo pode perder musculatura na disputa. E, se eventualmente os dois nomes apoiados forem Zenaide Maia e Fátima Bezerra, adversários ironizam dizendo que seriam “duas pernas de esquerda” sustentando a mesma base ideológica.
Em eleição para o Senado, onde o eleitor pode votar em dois nomes, não ter uma composição bem amarrada pode significar dispersão de forças e perda de espaço político.
Por enquanto, tudo segue no campo das especulações. Mas, em política, quando o apelido pega, costuma revelar que há fumaça no ar. Resta saber se a chapa vai ganhar a segunda perna ou continuar pulando de um lado só.
Por Robson Pires
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