Piso dos professores: Álvaro acumulou déficit de 60%, Allyson 27% e Fátima tem cumprido integralmente os reajustes
A aplicação do Piso Nacional do Magistério tornou-se o principal campo de batalha política e judicial entre gestores e sindicatos no Rio Grande do Norte nos últimos anos.
Embora a lei federal determine o reajuste anual, a forma como ele chega — ou deixa de chegar — ao contracheque dos docentes varia drasticamente entre o Governo do Estado e as duas maiores prefeituras potiguares.
E isso diz muito como os três grupos que disputarão o Governo do RN em outubro lidam com a valorização salarial dos professores.
Um levantamento dos índices aplicados nos últimos cinco anos revela um cenário de disparidades: enquanto a governadora Fátima Bezerra (PT) cumpre o valor nominal ainda que de forma parcelada, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e o prefeito Allyson Bezerra (UB) acumulam déficit nas contas dos sindicatos.
Há um detalhe: o Governo do RN é o único que inclui os aposentados na contabilidade.
Álvaro Dias, encerrou seu ciclo com a maior dívida acumulada entre os três gestores analisados. O ponto de ruptura ocorreu em 2022, quando o MEC anunciou o histórico reajuste de 33,24%. A gestão municipal não aplicou o índice na tabela, gerando uma defasagem que nunca foi recuperada.
Segundo o SINTE/RN, a falta de correção integral em 2022, somada à aplicação parcial de apenas 7% em 2023 (contra os 14,95% do MEC), criou um abismo salarial.
Ao final do mandato, Álvaro somou 60% de defasagem no reajuste.
Blog do Barreto
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