sábado, 2 de outubro de 2021

Suspeito de ordenar sequestro de jornalista, Deputado é preso em Roraima

 

Nessa sexta-feira (1), o deputado estadual Jalser Renier (Solidariedade-RR) foi preso em seu escritório, em Boa Vista, sob suspeita de ter ordenado o sequestro do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020.

Em 26 de outubro de 2020, criminosos invadiram a casa do jornalista da TV Imperial, afiliada da Record, na capital de Roraima. Os suspeitos levaram Romano, o agrediram e amarraram seus pés e mãos. Ele foi encontrado ferido, com um braço quebrado e lesões nas pernas, no dia seguinte, em um área rural do estado. As informações são do G1.

As apurações sobre o sequestro e tortura do jornalista apontam para um provável crime “motivado por vingança ou represália ao modo de atuação jornalística, tendo em vista que a vítima realizou diversos ataques e críticas ao trabalho do então presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier”, disse o delegado João Evangelista.

Além de Renier, nesta fase da Operação Pullitzer também foram presos dois coronéis da PM: Natanael Felipe de Oliveira Júnior e Moisés Granjeiro de Carvalho, e o sargento da PM Bruno Inforzato Oliveira Gomes. Em setembro, a operação também prendeu seis policiais militares, entre eles um coronel aposentado e um major, além de um ex-servidor da Assembleia Legislativa do Estado. Segundo o G1, a maioria dos militares investigados trabalhavam para o deputado Jalser Renier.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que Jalser é algemado por policiais. Exaltado, o deputado diz: “Isso é um abuso na frente da casa da minha mãe”.

A defesa de Jalser se manifestou por meio das redes sociais do deputado.

“A defesa do deputado estadual Jalser Renier considera essa uma decisão política que tem como pano de fundo a tentativa de manipulação da opinião pública em plena véspera do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Roraima. Jalser Renier reitera que segue acreditando na Justiça do seu estado e, sobretudo, na do seu país”, diz a nota.

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