O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve, nesta sexta-feira (23), a prisão preventiva de um empresário apontado como líder de uma associação criminosa envolvida em crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. A ação é um desdobramento da Operação Fechamento e foi cumprida pela Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), com base, entre outros fatores, no risco de fuga do acusado.
As investigações revelaram um esquema de sucessão empresarial fraudulenta no comércio de calçados e acessórios em Natal e Parnamirim, que causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão em ICMS não recolhido. Entre 2008 e 2025, o grupo teria utilizado “laranjas” para abrir novos CNPJs, abandonando empresas endividadas e mantendo as atividades sem pagar tributos.
Segundo o MPRN, mesmo após obter liberdade provisória, o réu voltou a cometer crimes, oferecendo bens já penhorados como garantia judicial e realizando parcelamentos milionários sem intenção de quitá-los. Conversas interceptadas indicam ainda um plano de fuga para a Europa, com documentos portugueses já emitidos em seu nome.
Durante a operação, a Secretaria de Estado da Fazenda identificou o uso de máquinas de cartão irregulares e chaves Pix em nome de terceiros para omitir receitas, além de estoques sem nota fiscal avaliados em mais de R$ 146 mil. Ao todo, oito pessoas foram denunciadas por associação criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
A atuação do MPRN ocorre no âmbito do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), que reúne forças de segurança do Estado para combater fraudes complexas e garantir a recuperação de recursos devidos ao erário.
96FM
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