Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), encerrado nesta sexta-feira (23), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta dos Estados Unidos de criar um Conselho de Paz fora da Organização das Nações Unidas (ONU).
A iniciativa foi apresentada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que convidou Lula para integrar o grupo, criado para supervisionar um Comitê Nacional para a Administração de Gaza. Para o presidente brasileiro, a proposta representa um enfraquecimento do sistema internacional e a criação de uma estrutura paralela à ONU.
Segundo Lula, a Carta da ONU está sendo desrespeitada e, em vez de reformar o organismo internacional — uma pauta defendida pelo Brasil desde 2003 —, os EUA estariam tentando criar uma espécie de “nova ONU”, controlada por um único país. O presidente voltou a defender a ampliação do Conselho de Segurança, com a entrada de países como Brasil, México e nações africanas.
Lula afirmou ainda que tem conversado com líderes mundiais, como os presidentes da China, Rússia, Índia e Hungria, na tentativa de fortalecer o multilateralismo. Para ele, os conflitos globais devem ser resolvidos pelo diálogo e pela democracia, e não pela força militar.
A proposta de Trump foi apresentada na última quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Mais de 20 países aceitaram participar do conselho, entre eles Egito, Arábia Saudita, Israel, Hungria e Argentina. França, Espanha, Noruega e Suécia recusaram o convite. Rússia, China e Alemanha confirmaram o recebimento, mas ainda não decidiram se irão aderir.
Com informação da radio agencia
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