Colômbia e a Groelândia reagiram às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar os dois países. 



Após o bombardeio e sequestro do presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, no último sábado, Trump ameaçou anexar a Groenlândia e atacar a Colômbia, em entrevista neste domingo.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que pode pegar em armas pelo bem de seu país, e ressaltou que a Constituição colombiana exige que as Forças Armadas defendam a soberania popular.
Petro refutou novamente as acusações, sem provas, do presidente Trump de que estaria envolvido com o tráfico de drogas. O colombiano reforçou que ordenou a maior apreensão de cocaína da história e que iniciou um programa para que os agricultores substituam o cultivo da coca por outra cultura.
Petro ainda disse ter fé em seu povo e pediu que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência.
Já o primeiro ministro da Groelândia, Jens Frederik, pediu o fim da pressão, de insinuações e "fantasias" sobre a anexação do seu país pelos Estados Unidos.
Frederick questionou a fala "desrespeitosa" de Donald Trump, após o presidente norte-americano dizer que precisava da Groelândia para a defesa dos Estados Unidos.
Jens Frederik disse que está aberto a diálogo com Trump, desde que ele ocorra pelos canais certos e com respeito ao direito internacional.
A Groelândia é uma região autônoma do Reino da Dinamarca. A ilha de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, entre o Oceano Atlântico e o Oceano Glacial Ártico, fica próxima do Canadá, na América do Norte, e da Islândia, na Europa. Sua população é de cerca 60 mil habitantes.
A primeira ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também pediu que os Estados Unidos parem com as ameaças contra um aliado histórico e um país que não está à venda.
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