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Jucurutu gastará quase R$ 250 mil por ano apenas com “almoço” de vereadores


A Lei Municipal nº 1.174/2025 não é apenas uma disparidade de valores individuais; ela representa um impacto significativo no orçamento do Legislativo. Considerando que a Câmara de Jucurutu possui 11 vereadores, o montante destinado exclusivamente para o auxílio-alimentação desses parlamentares atinge cifras impressionantes.

Impacto Orçamentário Anual

Abaixo, detalhamos o custo anual apenas com o auxílio-alimentação dos parlamentares, sem contar os salários ou o auxílio dos servidores: Gasto mensal com os 11 vereadores: R$ 19.800,00

Gasto anual total (12 meses + proporcional): R$ 237.600,00

Para se ter uma ideia da magnitude desse valor, com os R$ 237,6 mil gastos anualmente apenas para custear as refeições dos vereadores, a prefeitura poderia pagar aproximadamente 350 parcelas mensais do Bolsa Família (considerando a média de R$ 680,00) para famílias que hoje estão na fila de espera ou em situação de insegurança alimentar extrema.

O “Peso” de cada Parlamentar

Quando somamos o subsídio (salário) ao novo auxílio, o custo de manutenção de cada vereador para o contribuinte de Jucurutu torna-se um dos mais altos da região em termos proporcionais:


Custo total dos 11 vereadores (Salário + Auxílio): R$ 1.491.600,00 por ano.

Trabalho de Luxo: R$ 2.825 por Sessão

Considerando que a Câmara realiza apenas 4 sessões mensais, cada parlamentar custará aos cofres públicos R$ 2.825,00 por cada dia de sessão. Desse valor, R$ 450,00 são destinados exclusivamente para a alimentação do dia, um valor que daria para comprar quase 5 cestas básicas completas em um único dia de “trabalho”.

Radiografia da Desigualdade em Jucurutu

O cenário desenhado pela nova lei coloca Jucurutu em um estado de contradição estatística:A Elite (0,06% da população): 11 vereadores recebendo mais de R$ 11 mil mensais.

A Base (55% das famílias): Milhares de cidadãos dependendo de R$ 600 a R$ 700 para sobreviver ao mês inteiro.

A lei autoriza que o dinheiro seja retirado de outras dotações orçamentárias (anulação de verbas), o que significa que, para garantir o aumento indireto dos vereadores, outras áreas da administração pública podem sofrer cortes ou remanejamentos a partir de fevereiro de 2026.



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