O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (9/1), que Washington tomará “alguma providência” para anexar a Groenlândia, território autônomo controlado pela Dinamarca, e disse que isso ocorrerá “do jeito fácil ou do jeito difícil”.
A declaração eleva o tom da retórica expansionista do republicano e amplia a tensão diplomática com aliados europeus em uma semana decisiva. Segundo ele, a medida seria necessária para impedir a presença militar de potências rivais no Ártico.
“Vamos fazer algo na Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque se não fizermos, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas. Entendeu?”, declarou Trump após uma reunião com executivos do setor petrolífero. “Eu gostaria de fazer um acordo, sabe, do jeito fácil, mas se não fizermos do jeito fácil, vamos fazer do jeito difícil.”
Na sequência, Trump questionou a soberania histórica da Dinamarca sobre a ilha. “Sou um grande fã [da Dinamarca], mas o fato de um barco deles ter atracado lá há 500 anos não significa que eles sejam donos da terra.”
As falas ocorrem em meio a discussões internas no governo dos EUA sobre alternativas para assumir o controle do território, incluindo a possibilidade de compra da ilha. A ideia foi defendida publicamente pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em reuniões com parlamentares republicanos.
A Casa Branca também já admitiu que avalia “diversos cenários”, sem descartar o uso de força, o que gerou forte reação de Copenhague.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já alertou que um ataque ao território significaria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os dois países fazem parte.
A Groenlândia, por sua vez, tem direito à autodeterminação e pode decidir sobre sua independência por meio de referendo. Apesar disso, a política externa e de defesa da ilha segue sob responsabilidade dinamarquesa.
Metropoles.com
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